Meu novo livrooooo!!!

Nessa edição você encontra o primeiro e o segundo C.S., assim como o passado dos personagens.

Por enquanto só está disponível na Amazon, demora um pouquinho para chegar, mas chega 😉

Obrigada para todos que ajudaram e para os meus leais leitores =D

 

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Tanek

Janeiro 28, 2014

Dois anos antes de Carlos aparecer no Vale do Rubi, Brianna namorava Jean, um necromante. Os dois se mudaram para um apartamento na cidade, ela continuava trabalhando com seu pai e ele fazia seus trabalhos de necromante. Certo dia seu pai recebeu um chamado de um antigo amigo chamado Brock que tinha caído em uma armadilha e estava em dificuldade. Tanek queria ir atrás do seu amigo sozinho, mas Brianna insistiu em ir junto e ele não teve que ceder. Jean foi junto e Jamal ficou cuidando do bar.

Segundo a mensagem ele estava em um castelo abandonado que ficava a poucos quilômetros do Vale. Tanek não sabia o que ele estava fazendo ali, mas conhecendo seu amigo, tinha uma boa ideia: provavelmente estava atrás de coisas preciosas para vender a colecionadores, era a única coisa que sabia fazer e que lhe interessava.

Chegaram lá sem saber exatamente o que fariam. Seu pai disse que ele devia ter caído em alguma espécie de poço e eles só teriam que tirá-lo dali.  Para enviar a mensagem seu amigo usou um ritual que só permitiu lhe dizer sua localização. O lugar estava caindo aos pedaços, Tanek disse para eles se separarem e cada um foi para um lado. Começaram a chamar o nome dele, mas não houve resposta.

Tanek subiu algumas escadas e quase caiu quando um dos degraus se desfez sob seus pés. Ouviu um barulho de algo se arrastando e seguiu até chegar a uma torre. O trinco da porta estava quebrado, ele a empurrou e viu um buraco no chão. Ajoelhou-se e olhou para o fundo sem ver nada além de escuridão. Chamou pelo seu amigo e ouviu o eco da própria voz retornar, mas não foi a única coisa que retornou, alguém respondeu, mas ele não conseguiu entender o que disseram, pois um eco se sobrepôs ao outro. Quando estava colocando a mão na cintura para pegar a corda que tinha presa no cinto, uma lâmina transpassou seu peito e alguém o chutou para dentro do buraco. Enquanto caía  chamou por Brianna.

Caiu por dois minutos tentando arrancar a lâmina, mas não conseguia. Era o sabre dos anjos, a única arma capaz de matá-lo, quando bateu no fundo soltou um grito de dor. Uma voz grave na escuridão falou com ele pedindo desculpa e dizendo que era uma armadilha. Era Brock. Tanek fez uma chama aparecer na sua mão e a aproximou do homem. Estava definhando, devia estar lá há muito tempo, pois era só pele e osso, suas mãos e pés estavam acorrentadas e mal conseguia falar. Tanek perguntou quem tinha feito aquilo e seu amigo respondeu que era um padre. Ele perguntou se sabiam de Brianna. O homem anuiu.

Antes que Tanek gritasse, Brianna e Jean estavam cada um em um quarto, as portas se fecharam e se trancaram. Brianna estava no segundo andar, quebrou a janela com a mão, cortando o braço e se pendurou, com os pés quebrou a janela do andar debaixo e entrou novamente. Primeiro foi soltar Jean, não foi difícil encontrá-lo, visto que esmurrava a porta. Assim que o libertou, eles ouviram o grito de Tanek e correram.

Quando estavam no meio da escada viram um padre que descia. Brianna saltou em cima dele, mordeu seu pescoço e o matou quase imediatamente. Eles correram até o alto da torre e chamaram por Tanek. Brianna saltou para dentro do buraco se apoiando na parede para amortecer a queda.

Seu pai já estava morto. Ela retirou o sabre, mas a pele dele já estava cinza e seus olhos vidrados. Brock lhe contou o que houve, o ritual foi feito pelo padre utilizando seu sangue. Brianna perguntou como o padre ficou sabendo do seu pai e ele contou que as freiras de um convento que fica perto do Vale que descobriram e o chamaram, também disse que elas sabiam dela. Jean chamou por ela. Brianna pegou a corda do pai e eles  alçaram os dois.

Brianna era apática e assim ficou por muito tempo. Eles levaram seu pai e seu amigo de volta para o Vale do Rubi. Enterram seu pai no cemitério da cidade e Brock se recuperou em pouco tempo. Brianna anunciou que ia atrás das freiras. O amigo de seu pai, Jean e Jamal disseram que iam junto.

Foi um massacre. Os quatro entraram por todos os lados matando sem fazer perguntas e sem ver quem eram. Só pararam quando estavam todas mortas. Mas não era o suficiente. Não queria que aquele convento fosse reaberto. Queimaram o lugar com todos os corpos dentro e foram embora.

Brianna guardou o sabre com ela. Tentou destruí-lo, mas não conseguiu. Depois do furacão causado pelo baú de Christa o sabre se perdeu. Brock foi embora e de vez em quando escrevia para saber notícias e dizer onde estava.

 

(Esses são personagens do livro C.S. – Detetive Particular, para saber mais sobre o livro clique aqui.)

Marina Sandoval

Resenha C.S.

Outubro 9, 2013

Oi, pessoal,

Para quem ainda não viu, olhem uma resenha que fizeram do C.S..

http://mondarikc.blogspot.com.br/2013/10/resenha-do-livro-o-bau-de-christa.html

Compartilhem 🙂

Votem no C.S.

Agosto 28, 2013

Oi, pessoal, o C.S. está concorrendo a um prêmio no site Clube de Autores, é só entrar no link e votar.

https://www.clubedeautores.com.br/book/142129–CS__Detetive_Particular

Obrigada 🙂

Tanek e Christa

Agosto 27, 2013

Tanek era o pai de Brianna.

Quando Christa se mudou para o Vale do Rubi, Tanek logo sentiu que ela era diferente. Não era como ele e seus clientes, mas também não era humana. Era algo maior e por isso foi falar com ela. Ele só queria saber quem ela era e o que estava fazendo ali, pois não queria problemas.

Ela o recebeu na sua casa e, visto que já começava seu trabalho em controlar a mente de todos que ali viviam, tentou fazer o mesmo com ele e falhou. Sem outra escolha, o convidou para entrar.  Ele perguntou quem ela era e o que fazia ali. Christa quis saber a mesma coisa e os dois abriram o jogo. Só restava saber o que faziam ali. Tanek deixou de fora o que Brianna fez e só disse que queria levar uma vida normal com a filha. Christa percebeu que tinha duas opções visto que não podia controlar sua mente: dizer a verdade ou matá-lo para evitar que colocasse tudo a perder, mas ela tinha consciência de que não era fácil matar um demônio daquela estirpe. Sendo assim, achou que eles podiam entrar em um acordo. Ela lhe explicou o que estava fazendo e o que pretendia fazer. Quando ela terminou, a única coisa que ele quis saber foi o que ela faria depois de destruir os Deuses. Christa respondeu que ele não tinha nada com que se preocupar, que ela governaria o mundo de forma mais justa do que os Deuses jamais fizeram. Tanek nunca acreditou naquilo, mas visto que ela não era uma ameaça iminente, ele se tranquilizou e propôs que cada um cuidasse da própria vida sem interferir na vida do outro. E ele foi ainda mais categórico ao dizer que queria que ela ficasse longe dos seus clientes e ele faria com que seus clientes ficassem longe de suas meninas, com o resto da cidade ela podia fazer o que bem entendesse. O acordo foi feito com a ressalva que se algum cliente de Tanek se aproximasse de suas meninas, ela teria o direito de fazer o que quisesse com o dito-cujo. Christa imaginava muito bem que tipo de cliente ele devia ter e não podia arriscar. Tanek aceitou.

Ele voltou ao pub e contou tudo a Brianna, eles colocaram um aviso em todos os quartos que dizia para que ficassem longe da Ilha dos Cisnes. Quando Jamal veio trabalhar para ele, foi a primeira regra que ele lhe disse e, tirando poucas vezes, seus hóspedes seguiram o aviso e quando não obedeceram não havia nada que ele pudesse fazer.

Mas, certa vez, ocorreu algo diferente. Antes que Jamal fosse trabalhar para eles, Tanek hospedou um druida.  O homem fazia muitas perguntas e parecia ter intenção de ficar ali por tempo indefinido. Um dia uma das meninas de Christa foi bater na porta do pub, coisa que nunca havia acontecido. Ela pediu que Tanek a acompanhasse, pois Christa precisava falar com ele com urgência.

Ao encontrar a Valquíria, Tanek percebeu que havia algo errado. A mulher andava de um lado para o outro e suas mãos não paravam de se mexer. Christa lhe contou que o druida esteve no cemitério e perguntou se ele sabia o que o homem estava querendo ali, Tanek disse que nunca se envolvia com os assuntos dos seus hóspedes. Christa continuou dizendo que ele desenterrou corpos no cemitério. Ela havia enviado uma de suas meninas para averiguar, perdeu toda a ligação psíquica que havia com ela e a menina desapareceu. Christa tinha certeza que ele a matara e isso era o que a perturbava. Suas meninas eram treinadas para lutar contra Deuses. Como ele conseguiu matá-la?

Tanek respondeu que talvez fosse melhor deixá-lo fazer o que quer que estivesse fazendo e ele iria embora quando acabasse, mas Christa não se convenceu. Queria saber de qualquer jeito o que ele estava fazendo ali. Tanek logo entendeu do que aquilo se tratava, ela tinha medo de que ele estava ali por causa dela.

O demônio deu risada e falou o que pensava acrescentando que ele não iria entrar em um briga para ajudá-la na sua cruzada. Christa não negou a sua preocupação, mas disse que ele também deveria se preocupar, afinal, estava dormindo debaixo do mesmo teto que sua filha. Foi o suficiente para fazer Tanek repensar o assunto. Eles planejaram seguir o druida naquela noite.

Assim que o homem saiu do pub, Tanek ligou para Christa, ele o seguiu e ela o encontrou no meio do caminho. Como ela havia dito, ele foi para o cemitério. Começou a cavar uma das sepulturas, que pareceu ter sido escolhida aleatoriamente. A ideia inicial era, primeiro observar o que ele iria fazer com o corpo que encontrasse, para depois tomar alguma atitude, porém, paciência não era a virtude de nenhum dos dois e o druida cavava com muita dificuldade. Tanek se transformou e saltou em cima do homem que caiu estupefato com aquele ser demoníaco em cima dele. Christa apareceu logo em seguida perguntando o que ele estava fazendo ali. O druida assustado balbuciou coisas sem sentido. Ela perguntou mais uma vez e dessa vez acrescentou onde estava a menina. Ele enrugou a testa e respondeu freneticamente que não sabia. Christa perguntou como ele a havia matado. A resposta foi tão simples que ela se sentiu uma tola por ter se preocupado. Ele jogara uma esfera com um vapor que fez a mente da menina ficar confusa, por isso Christa perdeu o contato e foi o tempo suficiente para ele matá-la e enterrá-la junto com um dos corpos que desenterrara. O ódio de Christa a invadiu e ela lhe deu um chute no rosto enquanto perguntava por que desenterrar corpos e enterrá-los novamente. Ele respondeu que estava a procura de um baú, um baú que deveria conter a alma de uma Valquíria. Tanek e Christa se olharam. A intuição dela estava certa, ele sabia. Ela perguntou o que ele faria com o baú caso encontrasse, ele respondeu que ainda não sabia, mas poderia vir a calhar possuir tal objeto. Christa ordenou que Tanek o matasse, mas ele não o fez. Voltou a sua forma humana dizendo que ela podia matá-lo com suas próprias mãos. Ele saiu de cima do druida deixando-o desesperado e ela enfuriada. O homem mal teve tempo de se sentar e teve seu pescoço quebrado pelas mãos de Christa. Ela correu atrás de Tanek, o pegou pelo braço com força e perguntou se ele não estava do seu lado.

Ele riu.

Respondeu dizendo que nunca estivera do seu lado, que eles tinham um acordo, mas não iria matar por ela e principalmente, não iria obedecer ordens como suas meninas faziam. Aquilo foi o suficiente para despertar em Christa algo há muito adormecido. Ela segurou seu rosto e o beijou.

Após aquela noite eles se encontravam com frequência, sempre na sua casa. Brianna nunca soube.

Frequentando a casa de Christa ele aprendeu que suas meninas nunca se prostituíram, não de verdade. Os homens iam lá, não faziam absolutamente nada, deixavam mundos de dinheiro e saiam achando que tinham feito tudo. Isso divertia todas elas.

Tanek chegou a perguntar por que ela não desistia daquela missão por vingança para ficar ali, mas ela estava obstinada e mesmo se uma parte quisesse se render ao novo sentimento, outra, mais forte, não conseguia esquecer o que os Deuses fizeram contra ela. Não. Eles pagariam, todos eles.

Antes de Tanek fazer a viagem que o levou a morte, ele pediu a Christa para prometer que nunca faria mal a Brianna e ela prometeu. Quando ele morreu, ela chorou sem ninguém saber e todos os dias levava uma margarida ao seu túmulo, até o dia que descobriu Carlos.

(Esses são personagens do livro C.S. que você pode comprar aqui).

Jamal e Brianna

Julho 11, 2013

Jamal viajou para muitos lugares antes de chegar ao Vale do Rubi.

Primeiro ele tentou se misturar com os humanos para despistar suas irmãs, mas acabava sempre por odiar seus colegas. Não podia evitar de se sentir superior de certa forma, mas ao mesmo tempo sempre encontrava alguém que fazia com que ele se lembrasse da mulher que o salvou e isso era o bastante para que ele controlasse seus instintos. Pensava nela de vez em quando e desejava que estivesse bem.

Depois de um tempo decidiu viver como lobo em uma floresta. Ficou assim por cinco meses até encontrar uma mulher chamada Lydia. Ele a viu caminhando pela floresta e a seguiu. Não era comum ver pessoas por ali. A mulher parou em um local, meditou, depois começou a fazer movimentos que ele reconheceu como sendo tai chi. Quando ela terminou todo ritual, ela se virou para ele. Jamal se colocou em posição de defesa imediatamente, não sabia que ela o tinha visto, mas ela sorriu e perguntou se ele precisava conversar. O lobo hesitou por um momento, se aproximou com passos cautelosos e mostrando os dentes. A mulher não se intimidou, continuou ali parada olhando para ele. Fazia tanto tempo desde que Jamal havia conversado com alguém que resolveu arriscar. Voltou a sua forma humana e a primeira coisa que fez foi perguntar como ela sabia. Lydia respondeu que era um dom e perguntou há quanto tempo ele vivia na floresta e como um lobisomem puro estava sem sua matilha. Jamal não pretendia contar sua vida para uma estranha e ela não insistiu, só disse que se ele quisesse um trabalho e se quisesse viver entre semelhantes ele podia procurá-la. Ela lhe deu seu cartão e foi embora.

Jamal passou um dia inteiro pensando sobre a proposta. No final decidiu que não queria viver naquela floresta como lobo para sempre e se aquilo fosse uma armadilha das suas irmãs, então que fosse, talvez ele as mataria como fez com os outros e acabaria com aquilo.

No endereço que a mulher lhe deu havia uma loja de produtos naturais. Assim que abriu a porta e ouviu um sininho tocar, sabia que não conseguiria trabalhar ali. Jamal foi direto ao assunto, perguntou que tipo de trabalho ela estava falando. A mulher explicou que no seu ramo de trabalho ela conhecia muitas pessoas e que poderia ajudá-lo a achar algo, claro que não pela bondade do seu coração, mas por um pequeno preço. Jamal foi logo dizendo que não tinha dinheiro, mas ela respondeu que podia esperar até que ele arrumasse o trabalho e ele poderia pagar depois. Ele aceitou e eles conversaram sobre o que Jamal sabia fazer. O problema era que o que Jamal sabia fazer como arqueólogo não era muito útil por aquelas partes. Sendo assim, ela perguntou se ele se incomodaria em fazer um trabalho como lavar louça em um pub ou ser barista. Ele deu com os ombros, achava que poderia tentar. Ela lhe assegurou que as pessoas, tanto dono quanto fregueses eram como ele, diferentes, e por isso ele não teria problemas. Lydia o enviou ao Vale do Rubi para trabalhar com Brianna e seu pai.

Lydia estava certa. Todos que entravam ali, com exceção de alguns desavisados, eram seus semelhantes. Pela primeira vez em muito tempo se sentia bem. Brianna lhe ensinou tudo o que tinha que saber, não que fosse muito difícil, mas mesmo assim seu pai gostava das coisas bem feitas. Os dois ficaram amigos e logo já sabiam tudo um do outro, até aquilo que ninguém mais sabia. Quando Jamal lhe disse de suas preocupações com suas irmãs que, até onde ele sabia, podiam aparecer ali a qualquer momento, Brianna simplesmente respondeu que se elas aparecessem, eles cuidariam delas. E ele não estava errado.

Um dia, quando todos dormiam, ele ouviu um uivo. Saltou da cama imediatamente e correu para fora do pub. Ali estavam, eram as duas com mais dois machos. Ele mal teve tempo de se transformar quando todos já saltavam em cima dele. Jamal não sabia quem o mordia e quem ele estava atacando, só sabia que sentia o gosto de sangue na boca, tinha certeza de que morreria ali, mas levaria pelo menos um deles com ele. Então ele viu uma movimentação que não soube dizer o que era, um dos lobos simplesmente desaparecera no ar como se tivesse sido jogado longe. Os outros lobos se dispersaram e ele viu Brianna com o rosto desfigurado, presas grandes e pontudas como as de uma serpente e os olhos amarelos. Do seu lado estava quem só poderia ser seu pai, mas ele nunca diria se não soubesse. Era um demônio em todos os aspectos, mas não foi o suficiente para espantar suas irmãs. Elas os estudaram um pouco, então uma delas voltou a forma humana dizendo em seguida que aquilo não era um problema deles, que Jamal traiu e matou sua família e que ele faria o mesmo com eles. Brianna não lhe deu uma resposta, saltou em cima dela e enquanto a mulher voltava a ser um lobo, enfiou suas presas no seu pescoço e a batalha se seguiu. Jamal não tinha mais condições de lutar, se afastou mancando enquanto Brianna e seu pai cuidavam do resto, mas sua irmã não o deixou ir. A loba estava sofrendo com o veneno de Brianna, seu corpo se estava decompondo aos poucos, mesmo assim, ela ainda conseguiu derrubá-lo. A última coisa que Jamal viu foi a cabeça da loba se desgrudando do seu corpo. Rolou os olhos e viu uma foice e um homem. Era o único hóspede do pub naquela noite. Seu nome era Jean.

(Jamal e Brianna são personagens do livro C.S. que você pode comprar aqui).

Susan

Maio 1, 2013

Susan era uma garçonete em um pequeno bar. Todas as sextas-feiras uma banda de quatro rapazes tocava ali. O vocalista da banda sempre flertava com Susan, mas ela não lhe dava muita atenção, até que um dia ele a convidou para ouvi-los tocar em um local famoso da cidade. Impressionada, ela aceitou o convite.

Esse foi o começo do relacionamento deles e tudo foi como um sonho para a moça, mas depois de um ano as coisas mudaram. Os companheiros da banda do seu namorado começaram a usar drogas, não que antes não usavam, mas usavam menos e com menos frequência, agora era sempre, todo dia, e ele também. Susan não gostava das drogas, mas gostava dos presentes e da atenção que ganhava, por isso continuou com ele.

Certo dia, quando Susan entrou no apartamento do seu namorado, ele não parecia nada bem. Ela não sabia o que ele tinha fumado ou injetado, não importava, o que importava era que estava descontrolado. Agia como se alguém o estivesse perseguindo, gritava para que o deixassem em paz e estava com uma faca em mãos. Susan se assustou com a cena e estava para ir embora quando ele pulou na sua frente com os olhos arreglados de terror. Susan deu alguns passos para trás, tropeçou na mesa de centro caindo ao chão e foi se arrastando para trás. Ele foi para cima dela como um touro, ela fez o que pode para desviar, mas não conseguiu. A faca entrou no seu abdômen e ela soltou um gemido abafado enquanto ainda tentava se afastar dele. O rapaz alucinado ficou olhando para o sangue que escorria no tapete e esqueceu dela.

Susan continuou se afastando, queria alcançar o telefone, mas quanto mais se mexia, mais sangrava e sentia uma dor imensa. Seus olhos queriam fechar, mas ela não queria tirar os olhos dele, que continuava imóvel, sem piscar. A visão da moça começou a embaçar, não sabia se pelas lágrimas ou porque estava morrendo. Então, viu um vulto, achou que era ele e tentou ir para longe, mas não tinha forças. A pessoa chegou bem perto dela, não era ele. Era uma mulher. Ela lhe tocou o rosto e Susan se encontrou em pé no meio do apartamento; o rapaz ainda estava lá, assim como seu corpo caído. Olhou para ela mesma, estava suja de sangue e Christa estava na sua frente.  A mulher se apresentou, Susan perguntou se tinha morrido, Christa respondeu que ainda não, mas que ela poderia salvá-la. Ela colocou sua mão sobre a mão de Susan e falou que ela estava ali para ajudá-la a se vingar daquele que a matou, tudo o que ela pedia em troca era que ela a ajudasse na sua vingança também. Susan relutou, olhou em torno ainda tentando entender o que estava acontecendo, Christa lhe disse que não tinha muito tempo, precisava decidir antes de morrer. A garota perguntou o que aconteceria com ela, Christa respondeu que ela viveria, mas seria uma sua súdita e quando o momento chegasse ela deveria subir à morada dos Deuses, acrescentou dizendo que todo o tempo que elas passassem na terra se preparando ela poderia usar para se vingar e que nunca envelheceria. Susan respondeu que não queria ser escrava de ninguém, Christa disse que não seria escrava, no momento em que ela decidisse deixá-la, ela a liberaria, mas isso iria significar a concretização da sua morte, a escolha era dela, morrer agora ou alongar a “vida”. Susan não precisou de mais do que isso e aceitou o acordo.

Christa pegou na sua mão e a moça foi se sentindo mais viva e no entanto ali estava o seu corpo, agora morto. Tocou a parede para ver se ela era real, se era sólida e era! Estava um pouco tonta, mas não sentia dor. Então percebeu que o rapaz tinha ido embora, Christa viu o ódio em seu olhar e acalmou dizendo que elas o encontrariam em qualquer lugar. A mulher tocou o ombro de Susan e então elas estavam em uma rua escura com alguns mendigos dormindo em um canto com um fogo para aquecê-los e ao longe Susan viu um homem vindo na direção delas. Ele tinha o passo apressado como se estivesse fugindo. Christa foi até ele, quando a luz do fogo  iluminou o rosto do rapaz, Susan corou de ódio. Era ele! Ela se aproximou, mas logo percebeu que ele não a via. Christa estava na sua frente, com uma seringa na mão, ela não lhe disse nada, só colocou a seringa em suas mãos. Ele pegou, sem relutância, o que Susan achou estranho. Ali, na frente delas, ele injetou o conteúdo da seringa e em seguida caiu no chão agonizando. Feridas em carne viva começaram a aparecer no seu rosto, seus gritos chamaram a atenção dos mendigos que devagar começaram a se aproximar e Susan notou que eles não olhavam para elas. Christa tocou seu ombro novamente e elas estavam na sua casa. A moça se afastou dela perguntando quem ela era de verdade, ao que Christa respondeu prontamente, contando toda a sua história. Susan ainda desconfiava e questionou se aquilo que ela viu não fora um sonho ou algum de tipo de ilusão. Queria ter certeza de que aquilo realmente tinha acontecido. Christa, sempre paciente, concordou e disse para ela procurar por ele, tomando cuidado, pois para o mundo ela estava morta.

Susan colocou um lenço na cabeça, óculos escuros e foi para o hospital mais próximo da casa dele, afinal, se aquilo tudo foi real, era para lá que ele seria levado. Chegando lá, ela deu o nome do rapaz dizendo que era uma sua amiga e dando outro nome qualquer. A enfermeira a encaminhou, ele estava lá.

Ela o viu, pela janela de vidro do quarto, feridas enormes cobrindo, não só seu rosto, mas também suas mãos e pescoço. Um sorriso sutil nasceu nos lábios de Susan, o rapaz virou a cabeça para o lado, ela tirou os óculos e o lenço, queria que ele a visse e ele a viu. Seus olhos se encheram de terror, ela lhe fez um aceno com a mão e o seu sorriso de alargou. O rapaz apertou o botão desesperadamente para chamar a enfermeira. Ela deu as costas e foi embora se sentindo poderosa.

Susan correu para casa ansiosa para ver Christa novamente, chamou por ela e quando esta apareceu, ela lhe perguntou imediatamente o que mais poderiam fazer com ele, Christa respondeu que poderiam fazer o que ela quisesse. Susan lhe disse que faria qualquer coisa por ela, jurou lealdade e obediência e elas partiram para o Vale do Rubi onde Susan e outras como ela seriam treinadas pela própria Christa e de vez em quando sairiam para atormentar aqueles que as mataram.

(Essa é uma personagem do livro C.S. que você pode encontrar aqui.)