Resenha C.S.

Outubro 9, 2013

Oi, pessoal,

Para quem ainda não viu, olhem uma resenha que fizeram do C.S..

http://mondarikc.blogspot.com.br/2013/10/resenha-do-livro-o-bau-de-christa.html

Compartilhem 🙂

Anúncios

 

Oi pessoal, dessa vez não estou aqui para falar do C.S., mas sim para divulgar o livro de uma amiga. O livro chama Dos passos da bailarina, vou colar a sinopse aqui:

As histórias de uma bailarina adulta, estudos sobre a dança clássica, repertórios e discussões sobre o ballet clássico são os temas que norteiam o livro, que reúne textos publicados no blog “Dos passos da bailarina” entre 2009 e 2013.

Vale muito a pena. Está disponível em Ebook no Clube de Autores.

😉

Dia 1

Dezembro 20, 2012

Então, depois de tudo o que passei resolvi começar a escrever o que andei pesquisando. Ainda não tenho muita coisa, mas acho bom anotar por dois motivos: primeiro para que eu não esqueça e segundo para que alguém tenha algo em que se apoiar no futuro e não fique como eu perdido sem saber o que é real e o que não é.

Bom, eu segui o conselho de Brianna (que é meio demônio,  ainda não entendi como isso funciona, assim que souber eu vou escrever sobre isso). Ela disse que eu precisava ler mais e é isso que eu estou fazendo, só não sei o que exatamente devo ler, então estou lendo tudo o que encontro… mas isso não interessa para vocês. Obviamente a primeira coisa que procurei saber foi: o que ou quem são as Valquírias. 

Bom, pelo o que eu entendi elas são como anjos da morte, mas elas não saem em busca de qualquer alma, elas só recolhem as almas de heróis escolhidos para fazerem parte do exército de Odin. Algumas descrições dessas mulheres dizem que elas são seres que gostam da guerra e do sangue, outras dizem que elas são vulneráveis e vivem se apaixonando por humanos. Depois de conhecer Christa eu acho que acredito mais na primeira descrição, mas Brianna disse que não são todas assim, então talvez haja dois tipos…

Quando eu conseguir falar com meu pai, creio que isso ficará um pouco mais claro. 

Depois de ter tantos sonhos com o maldito besouro, também pesquisei sobre ele. Esse inseto pode ser ser encontrado em muitos hieróglifos egipcianos  e os pesquisadores atribuíram os seguintes significados para esse símbolo: transformação, o que passou a existir, modo de ser, aquele que passou a existir. Acho que isso explica por que tinha justo um besouro naquele baú. 

Por enquanto é só que tenho, mas voltarei em breve.

C.S.

 

O que você faz?

Julho 26, 2012

Você sai correndo em disparate. Ainda não consegue ver a lata de lixo, mas ouve o barulho do caminhão e corre ainda mais depressa, o caminhão está indo embora, mas você não desisti, corre e grita para eles pararem. Um dos lixeiros escuta seus gritos e corre na sua direção. Você tenta falar, já sem fôlego “Tem… a caixa… eu… preciso…”

“O quê? Uma caixa. Xi, já vai tá toda amassada. Desculpa.”

“Não… não tem im… importância.”

O homem não entende muito bem, mas vai correndo até o caminhão que se afasta devagar e pede para o motorista parar.

Você caminha até o caminhão e revira o lixo todo amassado, os outros lixeiros te observam. Finalmente você acha a caixa, está completamente deformada, nem pode mais ser chamada de caixa, mas sim de papelão amassado, porém, não importa. Você agradece com um grande sorriso, o lixeiro não sabe o que dizer e você volta para casa caminhando calmamente.

Ao chegar em casa você coloca a caixa em cima da mesa e vai tomar um copo d’água, quando volta para a sala não se surpreende ao ver a caixa montada e inteira em cima da mesa. Você sorri novamente, mas e agora? Será que deve dormir de novo? Como chamar o menino? Muitas dúvidas começam a surgir, e uma em particular, é muito perturbadora, será que deveria ter ido atrás da caixa?

O que você faz?

1. Volta para a cama.

2. Tenta contatar o menino através da caixa.

3. Liga para alguém.

 

O Elmo Perdido – I

Março 29, 2012

I

 Ágape olhava o contorno das montanhas no horizonte. Os primeiros raios de sol já iluminavam o céu. Havia passado muito tempo desde que ela tinha ido à superfície pela última vez. Tanto tempo que já tinha esquecido como a luz do sol pode ser poderosa. Mas assim que os raios tocaram sua pele, ela se lembrou como os raios lhe faziam mal.

Tinha os olhos um tanto puxados e pareciam duas pérolas negras; e os cabelos eram da cor de folhas secas. Usava um vestido longo e uma capa com capuz.  Estava afiando seu bem mais precioso: sua espada. Ela mesma a entalhara com arabescos florais. Sorriu ao se lembrar das palavras do pai quando viu sua arte na espada. Você é tão feminina quanto sua mãe. Ainda bem que em todo o resto se parece mais comigo. Gostava de pensar que era parecida com seu pai, Hades. Não existe ser no mundo que não o respeite e muitos temem o seu nome. Sentia orgulho de ser sua filha e ficou honrada por ter sido escolhida para uma missão importante. Meu elmo perdido foi achado por um humano. Quero que o traga de volta e traga o humano também, pois ele andou usando algo que não lhe pertence…

Devo matá-lo?

Não, traga-o vivo. Eu mesmo cuidarei dele.

Embora preferisse caminhar durante a noite, não queria perder tempo. O humano que procurava era um ferreiro que atendia pelo nome de Dário. Quando o Deus ficou sabendo que um humano usava seu elmo, o submundo tremeu pela sua fúria.

Ela andou por quatro dias, até que chegou a Táurica. Estava de noite, uma fina garoa caía, o vento soprava com força e trovões clareavam o céu de tempos em tempos. O tempo fez com que a cidade parecesse deserta, pois não se via ninguém nas ruas, porém, ela podia ouvir os movimentos dentro das casas. Precisava achar alguém que lhe desse indicação de onde Dário poderia ser encontrado.

Passou na frente de um estábulo, um rapaz tentava, sem muito sucesso, acalmar os cavalos. Ela entrou tão silenciosa quanto um fantasma e os cavalos acalmaram-se de imediato. Sem entender, o homem olhou para trás e quase caiu de susto. “Onde eu posso achar um ferreiro que atende pelo nome de Dário?” Ágape não era do tipo que floreava as palavras, pois só abria a boca quando era estritamente necessário. O homem a olhou com uma mistura de medo e curiosidade. Sem paciência, Ágape jogou uma pequena bolsa com moedas, que ele logo aferrou. “Pode ficar com tudo. Agora me diz onde posso encontrá-lo?”

“Descendo a estrada, aquele lá nunca dorme, você verá a luz do fogo de longe.” Ela saiu do estábulo sem dizer mais nada.

O rapaz tinha razão, ela logo viu a luz do fogo e foi direto para lá. Dário trabalhava, dando golpes pesados e precisos em uma espada em brasa.  Tinha os cabelos pretos e ondulados como a água. Pelo tom da sua pele se podia supor que devia ficar muito tempo debaixo do sol. Ágape o observou de longe, esperava alguém mais presunçoso, parecia que ele gostava do seu trabalho, mas ela logo afastou esses pensamentos.   Assim que ele largou a espada, ela entrou com fúria, o pegou pelo pescoço e o colocou contra a parede. “Onde está o elmo de Hades?”

“Eu não…” Ele tentou falar, mas o ar não passava pela sua garganta. “Não sei…”

Ela liberou seu pescoço e soltou um suspiro de irritação. “Você encontrou um elmo perdido. Não encontrou?”

Dário caiu de joelhos tossindo, tentava recuperar o ar. “Sim…”

“Onde está?”

“Estava todo amassado, enferrujado, não achei que tivesse dono…”

“Onde está?”

Dário engoliu seco “Eu vendi.”

“O quê?”

Ele se levantou cambaleando. “Eu o consertei e vendi. Se você não reparou, é o que eu faço para viver. Mas tenho outros elmos…” Foi até uma pilha de armaduras, revirou  jogando-as no chão.

“Não quero outro. Você se lembra para quem vendeu?

“Eu me lembro da cara dele, mas não perguntei seu nome.”

Ágape o olhou com interrogação. Será que ele realmente não fazia ideia do que tinha vendido? “Você o colocou. Se não sabia o que era, por que o fez?”

“Como?”

“Meu pai descobriu que o elmo estava aqui porque você o usou. Se você não sabia de quem era, por que o colocou?” Ela falou aumentando o tom da sua voz.

“Sempre que eu faço uma armadura ou qualquer instrumento, eu provo para vender em boas condições…”

Ágape não sabia se acreditava ou não. Mas não importava, ela tinha suas ordens e iria obedecer. “Você se lembra para onde ele foi?”

“Ele foi para o Oeste, mas não sei…”

“Vamos. Você vem comigo.”

“O quê? Eu não vou a lugar algum. Já disse, me perdoe se peguei o que era seu, mas não tenho intenção de sair daqui.” Ele falou enquanto tentava se desvincular dela, mas ela era mais forte do que ele. Ágape lhe lançou um olhar de desdém e quando ele se deu conta, estava dentro de uma garrafa de vidro. Ela o observou por um segundo, parecia desesperado, batendo no vidro freneticamente. “Eu não perguntei quais eram suas intenções.” Disse Ágape.

Pendurou a garrafa na cintura e tomou seu caminho.

Presunção

Janeiro 8, 2012

Bobo

Outubro 15, 2011

Eu acho tão bobo quando alguém fala que um livro bestseller é ruim, só porque é bestseller, sem nunca ter chegado perto do pobre coitado, ou quando falam que não é literatura verdadeira. A pessoa acha que só clássicos é que são bons. Pois eu digo que clássicos são bestsellers antigos. uhauhaua 😉