Casamento

Setembro 30, 2014

Não aguento mesmo.

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Fonte:  Não Aguento Quando

 

Essa pergunta segue essa linha: Quando você vai achar um namorado? Quando você vai casar? Quando você vai ter filho? Quando você vai ter o segundo filho?

Aff…
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Fonte: Não Aguento Quando

Goodbyes / Despedidas

Março 27, 2014

 

É isso.

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“Despedidas são para aqueles que amam com os olhos. Porque para aqueles que amam com o coração e alma, não existe separação!” – Rumi

 

Via PonderAbout

 

Sim 🙂

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“Eu amo estar no tipo de relação onde você se sente totalmente confortável com a outra pessoa, e não há nenhuma pressão para agir de determinada maneira. Não há embaraço. Você pode ser estranho e preguiçoso quando estão juntos, podem tirar sarro um do outro, fazer cócegas e rir como se fossem melhores amigos, porque é isso que vocês são. Um relacionamento onde um pode chamar o outro por apelidos fofos e há muita risada envolvida no tempo que passam juntos, mas vocês também podem falar sério. Você pode ser apenas você mesmo com o conforto de saber que é o que a outra pessoa mais ama.”

 

Via Skylight Dreams

Jamal

Março 13, 2013

Jamal fazia parte de uma matilha onde eram todos arqueólogos. Durante o dia eles escavavam, mas durante a noite era diferente. A matilha de Jamal era pura, ou seja: todos nasceram lobisomens, portanto não tinham problemas com a lua. Se transformavam quando queriam e sabiam muito bem o que estavam fazendo. Toda noite eles saiam juntos para caçar, não que precisassem, mas gostavam, era como um jantar em família. Certa noite lá estavam eles, seis lobos, dois homens e quatro mulheres. Uma delas era a mãe de Jamal, as outras eram suas irmãs e o outro homem era seu pai. Eles estavam no Egito, passavam o dia no deserto em meio às pirâmides, mas a noite voltavam para a cidade e quando a madrugava reinava eles saiam como lobos. Não tinham uma presa definida, qualquer tipo de carne servia, podia ser outro animal, carnívoro ou herbívoro, voador ou mesmo um humano.

Eles andavam pelas ruas com uma certa distância entre si, evitando qualquer lugar movimentado, preferiam não causar estupor e nunca tiveram problemas, pois ninguém sobrevivia a um encontro com eles. No dia seguinte o que sobrava do corpo assustava alguém que teve a infelicidade de passar pelo local, às vezes conseguiam identificar o corpo, às vezes não, mas não havia modo de dizer o que ou quem fez aquilo. Não caçavam sempre no mesmo lugar, pois sabiam que se muitas mortes acontecessem em um mesmo lugar, a segurança naquela área poderia aumentar, por isso sempre mudavam de lugar.

Lá estavam eles, descendo escadas, passando por ruas estreitas e subindo ladeiras, quando avistaram um homem bêbado que estava sendo jogado para fora de um bar, devia ter entrado em uma briga, pois seu nariz sangrava. Ele se levantou xingando o dono do bar, cuspiu sangue e saiu cambaleando. A matilha o seguiu, eles se separaram para cercá-lo. O homem virou uma esquina e entrou em uma ruela, o lugar perfeito. Os seis se aproximaram lentamente, três por um lado da rua e três pelo outro. O pai de Jamal saltou em cima do homem e os outros acompanharam. O homem nem chegou a ver o que havia acontecido, já estava no chão tendo sua jugular estraçalhada, porém, o homem havia gritado ao cair. As vítimas sempre gritam, mas dessa vez alguém ouviu e foi ver o que era. E não era uma pessoa qualquer, era um soldado armado.

Quando o soldado virou na rua, viu a cena, seis lobos se alimentando de um homem, o horror e a surpresa durou pouco. Ele já estava com a arma pronta para atirar, não conhecia nada sobre lobos, achou que se atirasse em um os outros fugiriam e talvez o homem ainda estivesse vivo. Ele disparou. A bala entrou no flanco esquerdo de Jamal, ele soltou um ganido, os outros pararam de comer e imediatamente saltaram para cima do soldado. Jamal se arrastou para longe do local até não aguentar mais e cair quase desmaiado. Segundos depois ele ouviu alguns passos ao longe e um grito abafado de surpresa. Sentiu uma mão acariciar seu pelo, foi colocado em cima de um pedaço de pano e foi arrastado para longe.

Quando Jamal acordou estava em um pequeno quarto. Ainda como lobo, ele levantou a cabeça e viu uma mulher de costas lavando panos empapados de sangue.  A moça se virou e foi até ele com um sorriso, conversou com ele de modo carinhoso passando a mão na sua cabeça e colocou um curativo limpo na sua ferida. Ela lhe deu água, comida e depois saiu dizendo que voltava logo. Jamal tentou se levantar, mas não conseguiu, percebeu que teria que ficar ali até melhorar, o que não demoraria muito visto que seres como ele se regeneram mais rápido.

Após cinco dias, Jamal já conseguia ficar de pé. Não podia correr ou saltar, mas consegui andar de um lado para o outro. Pensou em ir embora quando a moça fosse dormir, mas disse a si mesmo que ainda precisava se recuperar e ficou mais um pouco.

Então chegou o dia em que ele já estava recuperado e não havia mais desculpas para ficar. A moça claramente não tinha intenção de colocá-lo para fora, sempre que estava em casa, ela conversava com ele e lhe fazia carinho. Então Jamal dizia para si mesmo, amanhã eu vou, mas amanhã nunca chegava.

Certo dia, já tarde da noite, Jamal sentiu um cheiro que o fez saltar da cama. Era sua família; estavam perto. Muito perto. Deviam estar a sua procura. A moça dormia com a janela aberta por causa do calor. Jamal ficou em dúvida se deveria acordá-la ou lidar com aquilo sozinho. Não demorou muito para decidir, visto que o cheiro ficava cada vez mais forte. Pela primeira vez em muitos dias, ele voltou a sua forma humana, a primeira coisa que fez foi correr até a janela, mas já era tarde. Dois lobos pularam pela janela e em seguida vieram os outros três.

Jamal deu alguns passos para trás, não sabia o que dizer e era obvio que eles não entenderam o que ele estava fazendo ali, não estava ferido e parecia esconder algo. Não tiveram que procurar o que era, a moça saiu do quarto e quando viu cinco lobos e um homem na sua sala, ficou em choque, estava para fechar a porta do quarto quando um dos lobos saltou em cima dela derrubando-a no chão. Jamal voltou a sua forma de lobo e atacou aquele que estava em cima da moça, era uma de suas irmãs. A moça se arrastou para longe e se encolheu em um canto, os dois lobos ficaram andando em círculo por um tempo rosnando um para o outro, Jamal percebeu que os outros estavam vindo na sua direção, se ele quisesse ter alguma chance de salvar aquela mulher tinha que atacar, e assim ele fez. Atacou sua irmã e em seguida os outros lobos entraram na briga.

A moça aproveitou a briga e se esgueirou para fora do quarto, saiu correndo até chegar do outro lado da rua e então parou. Só então conseguiu assimilar o que tinha acontecido, o lobo era o homem, ele a estava defendendo e iria morrer. Ela voltou correndo, entrou em casa e pegou uma faca na cozinha; andou devagar, ainda ouvia rosnados, a primeira coisa que viu foi um dos lobos mortos, mas não era o seu, o seu tinha as patas pretas. Continuou andando, outro lobo estava acuado em um canto, sangrava, mas ainda respirava. Também não era o seu. Empurrou a porta do quarto, Jamal estava entre a parede e os outros três lobos. Assim que a mulher entrou, os lobos se viraram, um deles correu até ela, ela colocou a faca na sua frente e quando o lobo saltou a lâmina entrou na barriga do animal. Os dois caíram no chão, o lobo morto em cima dela. Antes mesmo que ela pudesse jogá-lo para o lado, outro lobo mordeu sua perna e ela soltou um grito. Ouviu mais rosnados e o som de choro de animal, quando conseguiu empurrar o animal para o lado, tirou a faca do seu peito e então sentiu uma dor lacerante nas suas costas. Ela viu de relance Jamal caído. Com o resto de força que tinha, ela conseguiu fazer um corte na perna do animal, que a soltou. O grito da moça fez com que os vizinhos viessem ver o que estava acontecendo e nessa hora entraram dois homens com pedaços de madeira nas mãos. Jamal escutou a chegada dos homens, bem antes deles entrarem na casa e por isso voltou a sua forma humana, sabia que o matariam se o vissem como lobo. Eles entraram e os dois lobos que ainda estavam vivos, conseguiram escapar, visto que Jamal gritou para eles os deixarem ir e cuidarem da mulher.

Jamal e a moça foram levados  para o hospital. Ele se recuperou muito mais rápido do que ela e não tinha nenhuma intenção de ficar por ali. Duas de suas irmãs tinham sobrevivido e ele as conhecia muito bem para saber que elas não deixariam aquilo barato. Deixou um bilhete para a mulher se mudar e evitar andar por lugares isolados a noite. Não explicou nada, não disse seu nome nem quem era e foi embora.

(Jamal é um personagem do meu livro C.S. para comprar o livro clique aqui)

Marina Sandoval

O Elmo Perdido – IV

Maio 4, 2012

IV

 Dário não tinha nada para se defender, então se jogou no chão enquanto Ágape cuidava dos dez homens que os atacavam. No meio da batalha, Ágape soltou a corda, quando ele se deu conta, estava livre. Conseguiu dar rasteiras nos homens que o cercava e se colocou em pé, era a hora perfeita para fugir, embora uma voz na sua cabeça lhe dizia que não era certo deixá-la ali, mas logo se convenceu que a filha de Hades sabia se cuidar. Na primeira oportunidade, correu sem direção certa.

Já tinha conseguido se afastar, quando ouviu um grito; parou no mesmo momento e olhou para trás. Ninguém o estava seguindo, suas pernas queriam continuar fugindo, ele ficou ali parado lutando contra ele mesmo até correr de volta para a batalha. Será que ela pode morrer? Desejou que ela estivesse viva, tentou bolar um plano caso eles a tivessem feito prisioneira, mas não conseguia pensar.

Ao chegar ao local Ágape estava agachada em meio aos homens mortos dispersos pelo chão. Parecia cansada. Levantou-se lentamente imperturbável, porém, ao ver Dário teve um sobressalto. Ele caminhou devagar entre os mortos. “Por que você voltou?” Ela perguntou com pesar.

“Eu ouvi um grito… Achei que…”

“Era sua chance de escapar…” Eles se olharam por um breve momento, até que ele desviou o olhar e viu gotas de sangue pingando no chão.  “Ele me acertou…” Antes que ela conseguisse terminar de falar, caiu no chão inconsciente.

O Elmo Perdido – III

Abril 23, 2012

III

 Dário tinha a impressão que ela gostava de conversar, embora nunca iniciasse uma conversa.

Sempre paravam na parte da manhã e em uma dessas paradas, enquanto comiam, Dário se arriscou novamente. “Eu percebi que você gosta de andar mais durante a noite.” Ela não respondeu, mas ele não se deu por vencido. “Eu também prefiro a noite.”

“Impossível. Os humanos são loucos pelo sol.”

“Nem todos.”

Ela levantou o rosto e seus olhos se encontraram. “Por que você prefere a noite?”

“Tudo é mais verdadeiro durante a noite. Todos são gentis debaixo do sol, mas quando está tudo escuro, as pessoas se mostram como elas realmente são.” Alguns segundos se passaram em silêncio.  E você?”

“O mundo é mais bonito de noite, as flores mais cheirosas sabem disso, por isso soltam o seu perfume quando o sol vai embora. Os humanos sempre querem ver tudo, não sabem ver a beleza do desconhecido, por isso preferem o dia.”

“Você não gosta muito dos humanos, não é?”

“Não gosto da maioria.”

Eles deitaram para descansar, mas Dário não conseguia dormir, mesmo se sentindo exausto. Quando a noite estava caindo, ela recolhia suas coisas para continuar a viagem e ele mais uma vez, procurou uma conversa. “Como é lá embaixo?”

Ela lhe sorriu. “É escuro. Alguns lugares são frios, mas o fogo esquenta e ilumina o bastante.”

“E as pessoas.”

“São julgadas e recebem o que merecem.” Dário estremeceu e desviou os olhos de Ágape; naquele mesmo instante, viu uma rajada de fogo voando na direção dela. Ele puxou as mãos amarradas com força fazendo-a cair. O fogo passou rente aos cabelos de Ágape e atingiu uma árvore que incendiou em seguida. Não era uma rajada, era uma flecha pegando fogo. Ágape se levantou imediatamente; os dois ficaram um de costas para o outro. Estavam cercados por saqueadores.

Um dos homens se aproximou dos dois, tinha olhos estreitos, cabelos curtos e vermelhos; ele os rodeou passando a mão na barba mal feita. “Que casal interessante. O que ele fez para você prendê-lo? Dormiu com sua melhor amiga?” Os outros homens soltaram uma gargalhada e ele se aproximou de Ágape. Ela lhe olhou nos olhos. “Temos uma durona aqui. Acho que a sua pose vai mudar em minutos.” Ele aproximou seu rosto do dela e foi o último movimento que fez em vida, pois a espada de Ágape lhe atravessou o estômago. Seus companheiros pasmaram por meio segundo e os atacaram com fúria.