Inspiração para escritor #2

Dezembro 15, 2015

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“Morte por Clarence E. Flynn

 

Por que você me teme?
Eu sou seu amigo.
Eu guio os viajantes alienados
Levando-os para a liberdade
Do tempos e da idade,
Ajudando-os a começar a escrever
uma nova página

Nunca procure por mim,
Mantenha o seu curso verdadeiro
Quando eu for necessário
Eu virei até você,
E então eu vou lhe mostrar
Estradas sem fim

Por que você me teme?

Eu sou seu amigo.”

 

Fonte: Lady Marlene

 

 

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Lorne – O Quarto Mundo

Setembro 8, 2015

O pai de Lorne era um banqueiro com muito dinheiro. Seus pais morreram assassinados por criminais quando ele tinha sete anos e a partir daí ele foi criado pela avó materna que também cuidou das suas finanças.

Ele cresceu e foi estudar advocacia, mas seu interesse real estava em astronomia. Na biblioteca da faculdade ele fez amizade com um colega que possuía o mesmo interesse pelas estrelas.

Os dois passaram muito tempo juntos, sempre que estavam livres, eles iam observar o céu ou ler e discutir o assunto.

Certo dia seu amigo apareceu com um livro de capa de couro amarela com símbolos, anotações e constelações não existentes no nosso mundo.  Intrigado, Lorne vai fundo para descobrir do que aquilo se trata.

Sua obsessão o afasta do seu amigo, dos seus estudos e das suas obrigações, mas sua avó cuidou bem do seu dinheiro, então isso não era um problema e ele continuou sua investigação.

Após encontrar muitos charlatões, mentirosos e falsas pistas, ele vai parar em uma loja de antiguidades.

Ao entrar, tudo parece normal, uma loja entulhada de coisas velhas, poeira e um velho sentado lendo um livro. Lorne já tinha feito aquele procedimento em outras lojas, ele ia até o vendedor e perguntava se ele tinha algo de outro mundo, até aquele momento, os vendedores lhe mostravam peças de outros continentes ou diziam não ter nada, mas com esse foi diferente. O velho ouviu a pergunta e sem dizer nada foi nos fundos da loja trazendo uma caixa de joia que ele colocou em cima do balcão na frente de Lorne e voltou a ler seu livro.

Dentro da caixa havia uma pulseira em forma de serpente. Lorne colocou a pulseira e não estava mais na loja, estava em meio a natureza, uma natureza que ele nunca havia visto, ele olhou para o céu e ali estavam as constelações que ele passara anos procurando.

Ele tirou a pulseira e estava na loja novamente. O velho o observava e logo explicou que ele não foi realmente para o outro mundo, ele só viu algo que estava memorizado na pulseira.

Lorne quis saber como ele poderia ir para aquele mundo.

O velho tirou sua boina e Lorne viu como as pontudas orelhas dele saiam de dentro dos chumaços dos cabelos brancos e então ele entendeu que aquele homem era daquele outro mundo. Ele contou a Lorne que os seres do seu mundo não podem passar pelos portais, mas de vez em quando se pode dar um jeito. “De onde você acha que vem todos os mitos?”, disse o velho. Ele então contou que ele era um elfo do Oásis e que era um alquimista. Contou que ele e um amigo criaram algo muito poderoso e por isso ele teve que fugir para o Mundo dos Humanos. Depois ele explicou tudo sobre o Quarto Mundo, o modo como tudo funcionava, sobre os sermérios, os portais, os humanos e os magos.

Lorne quis saber imediatamente como ele poderia se tornar um mago e se o elfo teria como levá-lo ao Quarto Mundo.

O alquimista explicou a Lorne que ele deveria passar pelas provas de Uaica, falou dos riscos, mas Lorne estava decidido, se o velho elfo não tivesse falado que precisava reunir alguns ingredientes para o ritual, Lorne iria querer fazer tudo ali naquele momento.

Lorne usou os dias seguintes para deixar tudo pronto para sua partida, pois pretendia voltar somente uma vez. Ele deixou tudo pago para sua avó ser bem cuidada até a morte, visto que ela já não saía mais da cama e a qualquer momento iria morrer.

Duas semanas depois, o velho o chamou, estava tudo pronto.

O velho elfo tinha estendido um tapete no chão para Lorne deitar, lhe deu um frasco com um liquido negro e o mandou beber tudo.

Antes de beber Lorne perguntou o que tinha ali, mas a resposta foi que se ele queria ter aula de poções deveria voltar outro dia. Decidido a fazer aquilo, Lorne bebeu e se deitou. Não demorou muito para sentir a cabeça girar e a visão escurecer.

Lorne estava em um navio naufragado. Durante um tempo não se mexeu, achou que o que tivesse que acontecer ia acontecer com ele ali, não sairia a procura do perigo. Uma sombra passou por trás dele, ele se virou de estaco, mas ainda não se mexeu. Um grito. Parecia de criança. Ele correu. Em meio aos destroços do casco do navio, ele achou uma menina com  roupas esfarrapadas e machucada. Lorne ia estendendo a mão, mas então uma criatura que ele nunca tinha visto saiu de dentro das águas, era algo como uma lula gigante, mas com dentes e a pele transparente. Sem entender, Lorne correu para ajudá-la, mas com um sorriso ela desapareceu e o animal o pegou. Sentiu ventosas que o queimavam seus braços e suas pernas. Atrás dele, ele ouviu a menina rir.  Desesperado Lorne olhou em volta, havia um pedaço de madeira pontudo perto da sua perna. Com muito esforço ele conseguiu chegar perto do chão e quebrou o pulso para alcançá-lo, mas conseguiu, cortou um tentáculo enquanto urrava de dor, o animal o soltou recuando. Lorne olhou para trás enfurecido. A menina ainda estava lá. Lorne hesitou por um momento, mas então ouviu a criatura voltar atrás dele. Ele correu até a menina e enfiou o pedaço de madeira na sua garganta.

Lorne acordou tossindo no chão da loja do velho elfo. Não havia nada no seu corpo que não doesse. Quando foi mexer o braço notou que estava enfaixado. Lambeu os lábios e sentiu o gosto de água do mar. O velho perguntou como ele estava se sentindo.

Lorne não sabia como responder, se ele sentia a dor do que aconteceu naquele lugar, queria dizer que ele realmente tinha matado aquela menina? Ele perguntou ao velho, sem falar da menina, perguntou se aquilo tinha sido real. Ele respondeu que com a Deusa Uaica era impossível saber o que era real e o que era ilusão, mas que ela provavelmente queria ver até onde ele iria para ter poder.

A cabeça de Lorne girava e então toda a loja tremeu. O velho falou que o poder já estava dentro dele, mas descontrolado, agora ele precisava de um mestre para ensiná-lo a controlar.

O velho foi até a parte de trás da loja deixando Lorne sozinho com seu novo pesadelo, precisava saber que criança era aquela ou talvez fosse melhor esquecer. O elfo voltou com uma varinha de madeira clara. Ele a pegou com cuidado, o que fez Lorne pensar que devia fazer muito tempo desde que pegara naquela varinha.

O velho foi até uma parede e desenhou uma porta com a varinha, segundos depois onde antes não havia nada, agora havia uma porta que parecia ter sido feito de fumaça violeta. O alquimista falou para ele ir logo, não ia ficar ali para sempre.

Lorne agradeceu e passou pelo portal.

Ao chegar no Quarto Mundo ele foi imediatamente procurar o mago que o elfo falara. Ele estava em Aruana, Lorne o encontrou e o mago só aceitou treiná-lo quando ele falou do velho elfo alquimista e eles logo iniciaram o treinamento. Após dois anos juntos, Zauber apareceu.

Ele contou uma história de como uma maga o trouxe para esse mundo dizendo que salvaria sua filha e depois o abandonou quando os sermérios apareceram. Não falou o nome da mãe de Azura, pois sabia que eles podiam se conhecer e então ela contaria a verdade. Ele inventou um nome falso para ela e disse que sabia que sua única esperança naquele mundo seria se tornar um mago. O mestre de Lorne não gostou muito daquilo, mas acabou se apiedando de Zauber e fez o que ele pediu.

Logo de cara Lorne não gostou de Zauber e só ficou ali mais quatro meses. Decidiu que era hora de ir cuidar da própria vida, já sabia o suficiente. Depois disso nunca mais viu seu mestre, ficou sabendo por terceiros que ele tinha morrido, mas ninguém sabia dizer como.

Lorne voltou ao mundo dos humanos só uma vez. Ele foi até a prisão onde os assassinos dos seus pais se encontravam e os matou sufocando-os no próprio ar. Sua avó tinha morrido. Ele foi visitar o velho, os dois conversaram uma última vez e Lorne nunca mais voltou.

 

(Lorne é um personagem do meu livro O Quarto Mundo, para saber mais clique aqui.)

 

 

 

 

   

 

 

Vida de Escritor #17

Setembro 8, 2015

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“Por que eu escrevo #87
Porque eu não quero deixar este mundo de mãos vazias. Eu quero ir embora tendo criado algo lindo.” – Fonte: Why I Write

Vida de Escritor #8

Julho 7, 2015

 

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“Eu sou um escritor. Se eu estou olhando para você, eu não estou sendo rude. Eu estou tentando decidir se você precisa entrar em um livro. Se você for arrogante, eu talvez esteja tentando decidir como matá-lo.” (no livro óbvio)

 

Fonte: SomeEcards

Virgínia era a quinta filha de uma família de nove filhos. Sua família era pobre e por isso eles a mandaram para um convento. Onde ela teria instrução, casa e um futuro.

Ela foi para lá quando tinha quinze anos e ali foi sua casa por cinco anos. O convento também era uma espécie de enfermaria onde as freiras cuidavam de doentes e feridos de guerra.

A única parte do convento que Virgínia gostava era de atender os doentes. Fazia com que se sentisse útil e era quando ela podia ter conversas de verdade com pessoas de fora.

Ela nunca mais teve contato com a sua família. O convento ficava longe de onde viviam e ninguém nunca fora visitá-la.

Certo dia chegou um soldado. Ele tinha uma perna quebrada que as freiras estavam fazendo o possível para não precisar amputá-la e Virgínia era uma das encarregadas dele.

O soldado estava consciente e logo ele se tornou o paciente preferido de Virgínia. Ela o deixava por último na sua ronda habitual, assim tinham tempo para conversar.

Quando ele começou a se recuperar e as freiras falavam sobre mandá-lo a casa, Virgínia sabia que a hora de se despedir tinha chegado, mas na penúltima noite que ele ficaria ali, ele pediu a ela que fugisse com ele.

Virgínia hesitou somente por um breve momento. Ela nunca quis aquela vida, ela não escolhera aquilo.

Eles fugiriam na noite seguinte.

Virgínia nunca se sentiu tão livre e tão feliz em toda sua vida.

Eles se casaram, mas eles não viveram juntos por muito tempo. A perna dele estava sarada e logo ele teve que voltar à guerra.

Virgínia não queria ficar em casa e esperar pela sua volta. Ela vestiu o hábito novamente se passando por freira e foi come ele como enfermeira para ficar mais perto de onde ele estivesse.

Mas o lugar onde ela estava foi atacado e ela acordou no Quarto Mundo.

 

(Virgínia é uma personagem do meu livro O Quarto Mundo, para saber mais clique aqui.)

O que Steven, Richard e Hubert não sabiam sobre Thomas, era que ele não era um pirata qualquer. Ele era um corsário contratado pela rainha e era filho de Duque.

Estudou nos melhores colégios da região, mas perdera os pais cedo e com isso ele herdara muito dinheiro que mais tarde perdeu em investimentos que deram errado.

Resolveu seguir um capitão que ia para guerra e com ele aprendeu a arte da marinha.

Ele obteve a autorização para construir seu próprio navio e com esse navio ele queimou cidades e saqueou muitos tesouros. Alguns foram para o seu país e outros ele escondeu.

Thomas não tinha amigos no navio, para ele eram todos subalternos, todos dispensáveis, mas ele gostava de sentar perto do leme e ficava ouvindo a conversa da tripulação.

Entre as conversas havia um mito que era o seu assunto preferido. O mito dizia que certa vez um marinheiro quase se afogou e quando voltou em si contou ver seres de orelhas pontudas em um deserto. Sem conseguir tirar aquilo da cabeça, ele foi ver uma bruxa e ela lhe disse que há um mundo entre o nosso e o mundo dos Deuses e dos Mortos para onde os que estão entre a vida e a morte vão. O marinheiro lhe implorou para ela o levar para esse mundo, ele se despediu de seus companheiros, que acharam que era tudo assunto de quem tomou muita bebida, e desapareceu. Ninguém mais o viu ou ouviu falar nele e quando seus amigos foram perguntar à bruxa, ela também tinha desaparecido.

Ele estava ali, escutando essa história pela quarta vez, quando avistou o navio em que Steven, Hubert e Richard estavam.

Era hora de trabalhar.

(Thomas é um personagem do meu livro O Quarto Mundo, para saber mais sobre o livro clique aqui.)

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“Problemas de Escritor #12

No seu tempo livre você pensa em todas as maneiras que uma pessoa pode morrer porque é relevante para o seu enredo.”

Fonte: WritingProblems