Brianna

Fevereiro 13, 2013

Brianna descobriu seu lado demoníaco aos 13 anos. Na época ela e seu pai vivam em um trailer, sempre viajando. Ela sempre gostou da biblioteca e um dia ficou ali até mais tarde, quando estava voltando para o trailer passou na frente de cinco meninos. Ela atravessou a rua, mas percebeu que eles começaram a vir atrás, então correu. Correu o mais rápido que conseguia, largou os livros que tinha nas mãos e continuou correndo, mas então uma dor aguda no seu peito a fez parar. Ela caiu de joelhos e sentiu as gengivas rasgarem e os dedos pulsarem de dor. Os meninos a alcançaram,  mas quando um deles colocou a mão no seu ombro, ela avançou para cima dele como um animal acuado, rasgando sua garganta com os dentes. Os outros estavam para fugir, mas ela não deixou. Abriu as costas de um deles com as unhas e quebrou o pescoço de outro. Os outros dois já estavam longe. Ela correu atrás deles, correu tão rápido que voou para cima deles fazendo os dois rolarem pelo chão. Brianna arranhou o rosto de um e arrancou o coração do outro. Ficou ali, ofegante, com sangue por todos os lados. Quando olhou para o menino com o rosto rasgado viu que ele ainda estava vivo, mas estava se decompondo, se decompunha vivo. Um pequeno sorriso nasceu no seu rosto, mas ela logo ela voltou em si. Ouviu vozes ao longe, olhou em torno mais uma vez e saiu correndo.

Quando seu pai abriu a porta do trailer viu Brianna parada com os olhos amarelos e vazios. Sua roupa, seu rosto, seus braços, tudo sujo de sangue. Ele a colocou para dentro enquanto se certificava que não havia ninguém por perto. Perguntou se ela estava machucada, mas ela não respondia. Depois de procurar pelo corpo da menina, chegou a conclusão de que o sangue não era dela. Ela não precisava falar, ele sabia o que tinha acontecido. Colocou a menina sentada no banco da frente e deu partida. Precisavam sair dali.

Seu pai dirigiu por 12h seguidas.  Depois de um tempo no carro, Brianna acabou dormindo. Ele parou na beira de uma estrada deserta e a acordou dizendo que ela precisava tirar aquelas roupas e ir se lavar.  Ela obedeceu apaticamente e enquanto ela tomava banho, ele queimou as roupas na beira da estrada. Quando voltou para o trailer se ajoelhou na frente da filha e pediu desculpas, sabia que aquilo aconteceria mais cedo ou mais tarde, mas achou que tinha mais tempo e não sabia como contar para ela que ela era meio demônio. Depois de ouvir seu pai ela só lhe fez uma pergunta, que era por que o rosto do menino começou a se decompor. Seu pai lhe explicou que ela, assim como ele, era venenosa, como uma cobra ou aranha, e esse era o efeito do seu veneno. Não demorou muito para Brianna entender que foi o seu veneno que matou sua mãe quando ela nasceu e seu pai não pode negar. Depois que ela contou exatamente o que aconteceu, ele tentou amenizar o ocorrido dizendo que ela estava se defendendo, mas esse não era o problema, ela sabia disso, não se sentia mal por ter matado os meninos, se sentia mal porque tinha gostado.

Os dias passaram e eles não pararam de viajar. Aos poucos seu humor foi melhorando, principalmente com seu pai treinando seu autocontrole. Certo dia foram parar no Vale do Rubi, seu pai tinha um velho amigo que morava ali. Brianna gostou do lugar e seu pai decidiu que eles ficariam ali; vendeu o trailer e com o dinheiro comprou um bar caindo aos pedaços. Seu amigo o ajudou a reformar o bar e Brianna e seu pai se estabeleceram ali.

(Brianna é uma personagem do livro C.S., para comprar o e-book clique aqui.)

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