C.S.

Junho 1, 2011

Carlos ficou em pé em seguida. Não sabia quem estava ali e não tinha vontade de ser atacado de novo. Seus olhos já tinham se acostumado com a noite e ele distinguiu a silhueta de quem o salvou. Era uma mulher, e mesmo sem conseguir ver o seu rosto, instintivamente sabia quem era “O que você está fazendo aqui?” Não podia evitar, ainda estava bravo com Brianna, não confiava mais nela.

“Você é a pessoa mais mal agradecida que eu já conheci.” Disse ela com a voz tranquila, como se eles estivessem no pub conversando.

“Não quero a sua ajuda.”

“Tudo bem.”

Ela se virou e estava para saltar da janela quando ele soltou um grito “O que você acha que está fazendo? Estamos no alto… Aliás, como você chegou aqui em cima?”

“Você não confia em mim, por que eu devo confiar em você? Não interessa como cheguei, estava disposta a te ajudar a descer, mas já que você não quer, aproveite a estadia.”

Mais uma vez ela estava para pular e ele a parou “Como… Se você pular, como…” Não conseguia achar a pergunta que queria fazer, pois parecia absurdo “Quanto alto estamos?”

“Muito alto, não tente fazer o mesmo.” Ela saltou, Carlos gritou e correu até as grades, olhou para baixo com o coração na garganta, mas o medo virou uma nuvem de dúvidas, lá embaixo viu uma sombra correr entre as árvores. Só podia ser ela, mas como? Se arrependeu em seguida, devia ter aceitado a ajuda… Mas e se fosse exatamente isso que eles esperavam dele. Tinha certeza que Brianna trabalhava para Christa, era a única explicação, que outro modo ela tinha para descobrir que ele pegou a chave? Voltou a se sentar no chão, sentia fome, muita fome e muita sede. Colocou a mão no bolso e pegou a chave, a analisou por um tempo e em um acesso de raiva a jogou contra a parede.

Foi um instante, a chave bateu na parede e caiu, Carlos ouviu o barulho do ferro que estrilava contra o chão e a chave escorregou até o meio da prisão, Carlos deu um salto para trás Deve ter um imã. Deve ser isso. Fica calmo. Devagar esticou o braço até a chave e quando a pegou, sentiu algo no chão, passou a mão com cuidado e tateou um buraco pequeno. Colocou a chave no buraco e girou, ouviu um clec e deve a certeza de que abriu alguma coisa. Quando tentou puxar a chave de volta, a porta de um alçapão se levantou.

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