Fairy Tale











{Junho 3, 2009}   Conversa

Meu gato me lembra o Garfield.

Sério?

Sim! Ele é gordo, amarelo e só pensa em dormir e comer.

Que horror! Parece com ator de novela que não arranja trabalho e ex-jogadores de futebol.

Ei! Pode parar! Meu gato não é um ator de novela falido e e nem um ex jogador de futebol. Ele é lindo, como o Garfield. O Garfield é super famoso, não tem nada de falido.

Ok, ok! Desculpa, não quis ofender.

É, mas ofendeu… vai pedir desculpas.

O quê? Já pedi desculpas.

Não! Vai pedir desculpas para ele.

Cê tá brincando!

Não, você o ofendeu, agora vai ter que pedir desculpas e dar um beijo.

Nem que você me pagasse.

Ah! Tenho certeza que se eu te pagasse você não só daria um beijo, como até dormiria com ele.

Tá dizendo que eu me vendo facil?

Não é você! Para de levar as coisas pro lado pessoal. Todo mundo tem um preço.

Isso é a coisa mais absurda que já ouvi! Algumas pessoas tem um preço, mas você – não pode dizer que todo mundo tem um preço, isso é generalizar.

Mas é a verdade, a diferença é que algumas pessoas tem um preço tão alto que é impossivel de se comprar e outras tem o preço muuuuito baixo.

Que foi agora?

Você acha que meu preço é baixo?

Eu não falei isso.

Mas você acha, eu sei que acha. Por causa daquilo que aconteceu.

Mas se eu me vendi, como você pensa. Fique sabendo que não foi só por mim.

Ok! Desculpe, não estava falando daquilo. Só estava falando assim, por falar.

Quer comer pão de queijo?

Heim?

Pão de queijo, você gosta de pão de queijo. Vamos comer pão de queijo.



{Fevereiro 11, 2009}   Decisão

Ficar ou partir?

Só você pode decidir.

Eu sei, mas é difícil decidir. Se fico, estarei persistindo, mas se vou estarei arriscando. E os os dois me parecem a coisa certa a fazer.

Você não pode ter tudo, precisa decidir.

Por que não posso ter tudo? Isso é uma besteira. Eu posso ir e voltar.

Então estará decidindo ir, pois quando você voltar, provavelmente as coisas serão diferentes e talvez não tenha mais nada para você persistir aqui.

Você é muito negativo.

Não, só estou tentando te ajudar a ver a realidade.

É isso, aqui é a realidade, lá é o sonho…

Aqui é certeza.

Lá é uma dúvida.

Você gosta de coisas que não são certeza, talvez deva ir.

Não, você não entende, não é da dúvida que gosta, é das possibilidade que as dúvidas de dão. Sem a certeza se pode sonhar. E eu gosto de sonhar.

Então você vai?

E porque não vêm comigo? Seria o máximo!

Hmmm, marasmo ou a turbulência?
Não, estar comigo ou estar longe de mim?

Mas estou sempre contigo.

Não é a mesma coisa, você sabe.

Então…

Você é um sonho dentro da minha realidade…

Então…

Então, eu vou onde meu sonho vai!

(Inspirado em um post do blog Cria Minha)



{Outubro 17, 2008}   Tarah e Sibelle

Tarah Eu te prejudiquei tanto.

Sibelle (seca) Já passou. Muita coisa aconteceu por aqui nesses dias, esquece, você precisa descansar.

Tarah Eu vou morrer, já posso sentir. Antes não, antes era uma idéia, agora é uma certeza, eu sinto como se meu ar estivesse se esvaindo aos poucos, como se minha alma estivesse se despregando do meu corpo a cada tomada de ar.

Sibelle Desde quando você acredita em alma?

Tarah Desde que eu percebi o quanto é inevitável lutar contra essa doença.

Sibelle Só falta você falar que vai querer chamar o padre antes de morrer.

Tarah Não! Eu vou para onde merecer ir (pausa). E você?

Sibelle Eu o quê?

Tarah Você sabe…

Sibelle Se você não se importa, eu não quero falar disso!

Tarah Por quê você o deixou?

Sibelle Por que você quer saber? Quer que eu te alivie a culpa do que fez contando o motivo fútil que me fez ir embora. Você mesma disse que vai para onde merece ir.

Tarah Me deixa, não sei o que você faz aqui.

Sibelle Já me perguntei isso muitas vezes. Acho que te ver morrer me alivia de alguma forma. Ou, quem sabe, estou querendo reparar um erro com uma boa ação.

Tarah Eu sou sua boa ação, é no mínimo irônico.

Sibelle Não vai demorar muito (se senta ao lado de Tarah e segura sua mão).

Tarah Me perdoa.

Sibelle (a olha fixamente por um tempo) Quem sou eu para perdoar alguém?



{Março 22, 2008}   Agreement
—– What is your biggest fear?
—– Never met you.
—– Don’t worry, we will meet someday.
—– How can you be so sure?
—– Because is meant to be.
—– I don’t know if I believe in that kind of thing.
—– But you have to believe.
—– And if something goes wrong and we never met?
—– Don’t worry I won’t let this happen, trust me.
—– I trust you! But, it is a big world.
—– I know… so lets make an agreement. Everytime that you feel afraid or when you become uncertain if we are going to meet. You wait until you see a sunset, and when you do, you close your eyes and whisper a song for me. And the moon, listening to your a song, will shine for me, and when it does I will think of you so strongly that you will be able to feel my arms around you. And when I miss your eyes and your smile, I will do the same…
—– And I will think of you so strongly that you will feel my fingers in your hair.


{Março 4, 2008}   Vida

—- Como se salva uma vida?

—- Prestando atençao no que esta escondido atras das lagrimas e dentro das pequenas mentiras.

—- ….

—- Mas um abraço deve bastar.

—- Entao me salva.



{Fevereiro 6, 2008}   Fazer o que
— O que fazer se uma parte da sua mente esta sob controle de outra pessoa?
— Segundo os especialistas, ‘e melhor fazer algo a respeito. 
— Mas, fazer o que????
— Nao sei… depende. A pessoa sabe que possui esse controle? 
— Nao. 
— Hmmm…  e vc quer que ela saiba?
— Acho que nao.
— O que vc quer entao?
— O aconchego do seu abraco.
Marina Sandoval


{Janeiro 7, 2008}   Coisas do coração
—–  ”Aquela alma, que vazia,
Que sinto inútil e fria
Dentro do meu coração!”
—– De onde tirou isso?
—– É de um poema.
—– De quem?
—– Não me lembro.
—– E porque tá falando isso agora?
—– Porque já houve um tempo em que eu me senti assim.
—– E não sente mais?
—– Não. 
—– O que mudou?
—– Meu coração agora é meu e minha alma é muito útil para mim.
—————————————————————————
—– O que houve?
—– “Era amor demais que não cabia dentro de mim.”
—– E o que você fez com ele?
—– Ele quem?
—– Com esse amor. 
—– Coloquei para fora.
—– Como?
—–  Chorei até as lágrimas se acabarem.  
———————————————————————————-
—– Se ele me deixasse tentar
eu seria boa para ele. 
—– Tenho certeza que seria. 
—– Então qual é o problema?
—– Ele não sabe disso. 
—– Não sabe porque nunca se interessou em saber. 
—– Mas você nunca lhe disse. 
—– Mas ele nunca perguntou. 
—– Mas algo assim não se pergunta.
—– E algo assim não se diz assim do nada.
—– Verdade…
—– Como eles conseguem?
—– Eles quem?
—– Todos esses casais espalhados por aí. Como conseguem se comunicar, parece tão difícil.
—– Talvez seja por isso que eles são casais.
—– ???
—– Não precisam se esforçar para se comunicar porque simplesmente sabem.
 


{Janeiro 3, 2008}   Diálogo II
—– Não dormi essa noite.
—– Perdeu o sono?
—– Sim.
—– Perdeu aonde?
—– Em você!
—– Como?
—– Perdi o sono porque não parava de pensar em você.
—– Por quê?
—– Não sei. Porque sim.
—– E o que pensava?
—– Em nós dois.
—– O que quer dizer com “nós dois”? Como casal?
—– Não, não exagere! Só pensei em nós dois juntos.
—– Isso me parece um casal.
—– Não, casal é algo que acontece todo dia. Eu pensei em nós dois juntos, por um dia ou dois.
—– E como foi?
—– Foi bom,
—– E por que não pensou em nós como casal?
—– Não sei. Só não pensei em você dessa forma.
—– Mas pensou em outra forma…
—– Pensei…
—– E foi bom?
—– Já disse que foi.
—– Então o que estamos esperando?
—– Mas você não me vê assim.
—– Como sabe?
—– Eu sei!
—– Não, não sabe. Depois se são só dois dias… não vejo porque não.
—– Eu vejo.
—– O quê? Se você mesma disse que foi bom.
—– Foi, mas…
—– Mas?
—– E se eu gostar mais do que posso?
—– ???
—– Se eu gostar tanto que dois dias não vão ser suficiente?
—– Você acha que isso pode acontecer?
—– Talvez.
—– Mas você mesma disse que não nos via como casal.
—– Mas posso mudar de ideia.
—– Não quer arriscar?
—– Depende.
—– Do quê?
—– De você!
—– O que quer eu faça?
—– Não deixe de ser meu amigo.
—– Ok!
—– Ok!
—– Isso é estranho.
—– É…
—– Quando você imaginou, como foi?
—– Foi natural.
—– …
—– Vêm comigo!
—– Onde?
—– Vêm! Vamos dançar.
—– Dançar? Não sei dançar.
—– Eu te ensino… viu está dançando.
—– Bem mal.
—– Não, está ótimo… isso é bom.
—– Vão ser os melhores dois dias.
—– Tenho certeza que vão…


{Janeiro 3, 2008}   Vague
—– Are you going somewhere?
—– No, just day dreaming.
—– With what?
—– With the day that I’m going to buy a ticket to somewhere and go without have any ideia of what is going to happen.
—– Why do you want to leave?
—– I don’t know.
—– Are you runing from something or somebody?
—– Maybe.
—– From what? Or from whom?
—– I’m not shure.
—– I don’t understand.
—– If I stay I’ll have a quiet and organized live.
—– And is that bad?
—– Yes.
—– Why?
—– Because I want to wake up every day without knowing what is going to happen; that way I might have my dreams coming true.
—– And why can´t your dreams come true here.
—– I didn’t say it can’t! But… is too safe. 
—– So do you want to feel afraid? 
—– No!
—– What do you want then?
—– I want to know the rest of the world. Is a big world you know.
—– I know that! Are you going alone?
—– Yes.
—– Don’t you feel afraid?
—– Oh, yes!
—– But you like that feeling, right?
—– No! I hate it!
—– So, stay.
—– I can’t.
—– Why? I don’t see anyone forcing you to do that.
—– That is because you can’t see what is inside of me; or because you can’t listen the voices in my head telling me to go.
—– You have voices in your head???
—– Yes! Everyone have, but only few people give them attention.
—– And what they said?
—– They said: go! 
—– Just that! Did you ask them why you should go?
—– It doesn’t work like that.
—– How does it work?
—– They don’t answer questions.
—– That is very rude of them.
—– Maybe.
—– It is going to be hard!
—– I know! If I wanted to be easy I would stay here.
—– Now you said something that I agree. 
—– Why don´t you agree with the others things I’ve said?
—– Is too confuse for me: voices. I don’t deal very well with those kind of thing.
—– Why?
—– Is too vague.
—– No is not.
—– Yes it is. Can you prove it?
—– Prove what?
—– That those voices are really there.
—– I don’t think so.
—– See, too vague. 
—– Can you prove that you are not gay?
—– What? Of course I’m not gay.
—– How do you prove it?
—– I can kiss you right now if you want; I already had many girlfriends.
—– That does’t prove anything.
—– So, how can I prove it?
—– You can´t.
—– I see your point, but it is not the same. 
—– Is not the same because you don´t wanted to be.
—– What are you saying now?
—– That things are only complicated or hard to understand when we wanted them to be
—– I couldn’t disagree more.
—– And that is your choice, right?
—– ???
—– You could agree with me if you wanted. 
—– But I don’t! Is not about want or not want; I just don’t. 
—– And who tells you that?
—– Nobody! I just…
—– You just know. 
—– ….
—– I’m not that vague now, am I?
—– Not too much.  


{Janeiro 3, 2008}   Dance
—– So, did you kiss him?
—– No.
—– So, why are you so happy?
—– Because we dance.
—– Only dance? For how long?
—– Just a few minutes. 
—– And you are that happy because…
—– I told you already, we dance. 
—– So what! You’ve dance with many mens before. Is not a big deal. 
—– It is when you do it with someone special. 
—– But did he show some interest on you?
—– No. But I’ve never thought he would. But I’ve never thought we could dance too and we did. 
—– But it was only a dance. 
—– For him maybe; for the rest of the world most likely; but for me it wasn’t. 
—– ???
—– There is a moment when you dance with somebody; the two bodys fit each other and we move in the same rhythm, and we talk silly things in the ears, and we laugh…
—– I think I get what you mean. But that moment, does it happen with everyone you dance?
—– No! Of course not! With those that doens’t mean anything I leave before that moment happens.
—– …. so… you two have dance. 
—– Yes!
—– Are you going to dance with him again?
—– I wish! But I don´t know. 
—– If you do, I want to know the details.
—– Now you think is a big deal!
—– Well, as you put it… it seem to be damn good. 
—– It is damn good….    


et cetera