Fairy Tale











{Março 25, 2008}   Liberdade
Na hora de dizer adeus nao olhou para seus olhos, manteve a cabeça baixa. O sol, que estava se pondo, deixou a madeira do chao com um tom de vermelho que poderia ser facilmente confundindo com fogo. O mesmo fogo que a consumia por dentro, ele lhe disse que era sua culpa. Que ela estava fugindo. Ela nao negou, pois realmente fugia. Fugia porque o amava mais do que desejava amar alguem. Sentiu as pernas fraquejarem quando avistou a sombra, daquele que foi o unico que a fez sentir viva, indo embora. Os joelhos cederam e quando se econtrou deitada no chao viu pela fresta da janela uma rosa solitaria que se abria e se sentiu livre. Uma estranha liberdade, uma liberdade que ela impos para ela mesma. As lagrimas escorriam pela sua face. Se levantou subitamente e abriu a janela deixando o sol entrar. Olhou para toda a vastidao do mundo, agora ela era livre para explora-lo. Mas logo lhe veio uma pergunta inquietante “sera esse o preço da liberdade?”


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et cetera