A anfitriã viu de longe o Chefe de Polícia entrando na sua porta e continuou procurando a sua. Depois de algum tempo a achou, com a mesma hesitação do Chefe ela abriu a porta e entrou. Quando a porta se fechou atrás dela, ela se sentiu como se estivesse dentro de um armário muito pequeno, mas de repente o chão se rompeu e ela começou a cair aos gritos. Uma luz lhe veio de encontro e como não estava mais acostumada a tanta luz, fechou os olhos e só foi se dar conta de onde estava caindo quando sentiu a água fria. Abriu os olhos, era embaixo d’água, era no mar, lhe faltava ar, nadou até a superfície. As ondas lhe vinham de encontro e ela tentava nadar até a praia, que devia estar a uns 10 metros de distância. Viu alguns vultos que corriam nas pedras, mas não prestou atenção, só queria sair dali. De repente lhe veio a consciência, era viva, era cansada, o vestido pesado lhe puxava para baixo. Quando finalmente chegou perto da praia se deixou levar, caiu na areia, as ondas vinham e iam e ela se rastejava para longe delas. Até que olhou a sua frente e viu seis pernas. Olhou para cima, três homens armados estavam a sua frente apontando as armas para ela. Com um sorriso irônico um deles falou “Achou que podia escapar?” Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, eles a pegaram pelos braços sem muita delicadeza, um deles colocou duas grandes algemas em seus pulsos, deu um cutucão em suas costas com a arma e falou “Caminha, sem gracinhas, bruxa!” Ela não entendia nada, mas sabia que tudo aquilo tinha um motivo e uma explicação, era só ela descobrir qual era a sua missão e tudo ia ficar bem. Caminharam durante meia hora, até que chegaram em uma pequena vila, todos a olhavam com ódio, alguns a xingava quando passava e de longe alguns até lhe jogavam coisas. Eles chegaram onde era a prisão do lugar, com a mesma violência de sempre eles a jogaram em uma cela, onde estavam outros dois homens. Um dos homens era um ancião, a barba e os cabelos compridos e brancos lhe escondia o rosto. O outro era mais jovem, seu rosto estava um tanto sujo, mas dava para ver os olhos de cor cinza. Seus cabelos eram cacheados e cor de chocolate, assim como o ancião, ele também estava com os cabelos compridos e a barba lunga. Ele a ajudou a se levantar, ele também havia a barba e os cabelos um tanto compridos e por isso ela concluiu que eles deviam estar ali há um bom tempo. “Eles te machucaram?” Sussurrou o homem com uma certa cumplicidade que a anfitriã não entendeu. Era como se ele a conhecesse. “Não! Estou bem, obrigada.” Ela respondeu enquanto milhares de perguntas flutuavam em sua testa. Mas ela não tinha certeza se devia formulá-las. Ela se sentou em um canto e o homem continuou a conversar com ela em um tom baixo. “Como eles te acharam? Eu achava que você já estava longe!” “Eu não me lembro bem. Estava no mar e só queria sair de lá, então nadei até a praia e eles estavam lá.” “Então aconteceu algo com o barco?” Ela não sabia o que responder e ele viu sua confusão. “O que houve? O que eles te fizeram, parece até que você não nos conhece!” “Desculpa, eu acho que bati minha cabeça em algo. Não me lembro bem das coisas.” “Tudo bem, vai ficar tudo bem.” Ele se sentou perto dela e lhe abraçou.
Cada um foi para um lado procurando pela sua porta. O primeiro a encontrar a sua porta foi o Chefe de Polícia, respirou fundo, ou pelo menos fez o movimento de respirar fundo, olhou em torno, podia ver ao longe alguns dos seus companheiros. Voltou a olhar para a porta e entrou.
Ao fechar a porta atrás dele viu que estava em um estábulo, sem entender direito ele olhou para trás para voltar, abriu a porta, mas do lado de lá não tinha o que ele esperava, tudo o que tinha era selas de cavalos e coisas do gênero. A primeira coisa que ele fez foi xingar a anfitriã de todos os nomes que ele conseguia se lembrar.
“O que o senhor faz vestido desse jeito?” Falou uma voz de rapaz, assustando o chefe de polícia, que desconcertado não sabia o que responder. “Eu não sei o que você está planejando, mas é melhor colocar a sua armadura, o senhor é o próximo a entrar!” Continuou a falar o rapaz.
Era um rapaz com uma cara simpática, loiro, cabelos cacheados e aparentemente meio sujos, boca fina e olhos pequenos, porém era alto e robusto. O Chefe de Polícia observou as vestes do rapaz. Vestia uma bata branca, também suja e uma calça de couro marrom. “Olha se o senhor está pensando em não lutar, já te digo que é uma péssima idéia. Se o senhor não lutar além de virar motivo de piada, eles com certeza vão te fazer mal.” Ele voltou a falar.
Como quem acorda de um transe ele respondeu “Eu acho que você deve estar me confundindo com alguém!”
“Não, não estou! O que foi? Alguém te deu uma pancada na cabeça por acaso?” Falando isso ele pegou uma armadura que estava pendurada na parede e deu ao Chefe, que não sabia o que fazer. “Onde estou?”
“Ai meu Deus! Está no Torneio de Cologne”
“Torneio do que?”
“Como do que? Dos cavaleiros! Coloca a armadura, vamos! Fingir que está com falta de memória não vai te salvar!” Dizendo isso, o rapaz foi na sua direção e começou a ajudá-lo com a armadura. “Por favor, você tem que me ajudar, o que é que eu tenho que fazer exatamente?”
“Tudo bem! Já vi que o pânico subiu na sua cabeça. Vocês vão correr com os cavalos um contra o outro, ele vai tentar te derrubar do cavalo e você tem que fazer o mesmo. Se os dois caírem no chão, vocês vão duelar com a espada.”
“O que eu fiz para esse… cavaleiro querer me duelar comigo?”
O rapaz explodiu em uma risada que durou quase um minuto, mas quando percebeu que o Chefe não estava brincando começou a explicar “O senhor e aquele ali estavam jogando a cartas e ele apostou a mulher dele e o senhor ganhou. Porém, depois ele descobriu que o senhor roubou no jogo e se enfureceu e quase te matou, o senhor devolveu a mulher para ele e disse que vocês podiam resolver as coisas em um duelo e ele aceitou. Se lembra agora? Não sei como um faz a esquecer isso! Talvez tenham colocado alguma coisa na sua água!”
“Não pode ser eu! Eu nunca roubei nada em toda minha vida!” Será que entrei na porta errada, talvez tenha entrado na porta daquele Cavaleiro!
O rapaz explodiu em outra risada e falou “Está brincando! O senhor rouba sempre ! E o motivo que ele descobriu que o senhor roubou é porque o senhor gosta de se gabar depois!”
Não posso ser eu! Pensou o Chefe. “Eu não posso ir! Eu nunca montei em um cavalo e nunca peguei em uma espada! Você poderia ir no meu lugar!”
“Eu? Não, desculpe senhor, mas eu não quero morrer!”
Morrer! Mas eu já… Um sorriso fino apareceu no rosto do chefe e ele falou “Vamos lá! Me ensine a subir naquele animal!”
Alguns minutos depois o Chefe estava em cima do cavalo parecendo um cavaleiro de verdade. Ele se posicionou em um lado da arena, o seu oponente já o esperava. O apresentador do torneio fez as apresentações e o Chefe se impressionou com o fato que o apresentador falou o seu verdadeiro nome Então é real! “Mira a lança no coração! Boa sorte!” Falou o rapaz. A corneta soou e vendo o seu oponente vir em sua direção ele fez o mesmo, a lança era pesada e ele não conseguia mirar direito. Ele não conseguia enxergar direito por causa do elmo, de repente sentiu uma dor no peito como nunca havia sentido antes, não conseguia respirar, caiu do cavalo e a única coisa que passou pela sua cabeça foi Sou vivo!
Sentiu uma movimentação a sua volta, não estava entendendo nada, sentia muita dor e era confuso. Sentiu que alguém o levantava e ele foi levado do meio da arena.
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Depois de ver um filme que tem como base um livro, o comentário é normalmente o mesmo “O livro é melhor.” Sinceramente este é o comentário mais óbvio que existe. Mas não me ausento do fato que eu também já fiz este tipo de comentário, porém, mesmo assim não digo que não gostei de um filme simplesmente porque o livro é melhor (coisa que insisto em dizer: é óbvio) ou porque na minha imaginação as coisas eram diferentes. Essa é outra coisa bem óbvia, afinal se todos imaginássemos a mesma coisa iria ser algo bem estranho visto que a imaginação é formada com uma porcentagem de memória.
Um cometário que eu gosto é quando uma pessoa não leu o livro e uma outra sim e esta fala “Se você ler o livro vai entender melhor.” Isso sim é um bom comentário.
Livros e filmes são coisas diferentes, são artes diferentes e por isso DEVEM ser diferentes quando comparados. O motivo porque as pessoas normalmente preferem os livros é que no livro a riqueza de detalhes é muito maior que nos filmes, além de você imaginar a estória da maneira como bem entende e como um livro não tem um limite de páginas, tudo pode, e normalmente é, muito bem explicado. Quando um filme se baseia em um livro, frequentemente o faz porque no livro tem muita ação, pois filmes precisam de ações, quando digo ações não estou falando de carros explodindo ou terremotos, mas ações entre os personagem, diálogos envolventes e coisas do gênero. Filmes são feitos de cenas e livros são feitos de palavras. Um filme deve ter cenas emocionantes e por isso muitas vezes os diretores escolhem por deixar algumas coisas sem explicar direito e no lugar dessas explicações fazer cenas fantásticas. E não é uma escolha errada, visto que eles estão fazendo um FILME e não reescrevendo o livro.
Outra coisa que me faz refletir é o fato que, se o filme fosse exatamente igual ao livro, o filme não instigaria as pessoas a lerem. Eu sei que muitos falam “Porque vou ler o livro se posso ver o filme?” Mas estas pessoas nós vamos desprezar porque essa frase é sem comentários. Continuando, eu tenho certeza que muitas pessoas começaram a ler alguns livros depois de ver o filme e isso é uma coisa boa, aliás muito boa. Mas de qualquer forma estou desviando do ponto e o ponto é LIVROS e FILMES que como já disse são artes diferentes e eu amo as duas.
Por isso antes de dizer “O livro é melhor!” Como se fosse o comentário mais construtivo do mundo, vamos pensar sobre o filme como uma coisa separada daquilo que tínhamos imaginado, vamos pensar que estamos entrando na cabeça de alguém e vendo a imaginação daquela pessoa (aliás só isso já considero algo fantástico, adoraria poder ver no telão o que alguém imagina quando lê o que eu escrivo), e depois de nos livras dos preconceitos, poderemos comparar e talvez conseguir fazer um comentário construtivo a respeito do que acabamos de ver.
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“Uma mulher não precisa de um companheiro
para acessar locais em que ela consegue ir sozinha.
Uma relação só faz sentido se você consegue conduzi-la
para aqueles lugares que ela nunca suspeitou existir,
mas secretamente passou a vida toda desejando.”
Gustavo Vitti
(Roubei do Blog Olhos de Mar, aliás passem por lá que eu recomendo)
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Assistindo MTV ontem vi esses clipes e gostei. São bonitos, simples e artísticos! (e fiquei meio impressionada pois em nenhum deles aparece bundas de fora, ou peitos explodindo ou mulheres fazendo… bom vocês sabem hehhe, o mundo não está perdido hehe)
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Depois de se sentirem mais seguros no barco, todos queriam saber qual era o proóximo passo e o que aconteceria.
A anfitriã deu um longo suspiro e falou “Quando chegarmos no lugar onde chegamos, cada um de nós terá que se separar. Cada um de nós vai entrar pela porta que nos trouxe aqui. Eu não sei dizer o que nós vamos encontrar do lado de lá. Só sei que cada um terá que passar por uma prova…”
“Uma prova? Que tipo de prova?” Perguntou a menina que entregou os bilhetes.
“Não sei. Será uma prova diferente para cada um de nós.”
“E quem aplicará essa tal prova?” Perguntou o delegado.
“Os guardiões dos túmulos.”
“Mas não é arriscado? Eles podem nos mandar de volta… ou pior… podem nos mandar para…” Falou a enfermeira em desespero.
“Eles não vão fazer nada, só aplicarão a prova.”
“Como você sabe?” Perguntou a mais nova deles.
“Como eu já disse, tenho um “informante”.”
Ninguém parecia muito feliz com a novidade. Porém não tinham mais escolha. Navegaram por horas e como não podiam se mecher muito, todos estavam muito desconfortáveis. Até que a mulher loira chamou a atenção de todos “Acho que chegamos!”
Todos viraram a cabeça para ver. O rio os conduziu em um morro, nesse morro tinha milhares de pequenas construções que se assomilhavam com casas. Eram todas feitas de madeira e cada uma tinha uma cruz em cima do telhado.
Eles desceram do barco, todos eram um tanto emocionados. Nenhum deles pensou que um dia voltariam a ver aquele lugar. “É aqui que nos separamos. Devemos encontrar a nossa casa, entrar e passar pela tarefa.” Disse a anfitriã.
“E depois?” Perguntou a garota dos bilhetes.
“Depois… se todos passarem, nos encontraremos do outro lado.” Vendo a cara de preocupação de todos, ela acrescentou “Tenho certeza de que passaremos todos!”
“Como você pode ter tanta certeza? E o que acontece se não passarmos?” Perguntou a mulher loira e todos pararam para ouvir a resposta com atenção.
“Eu tenho certeza porque meu… meu informante disse que essa prova não é nada impossível de se fazer. E caso, alguém não passe… bom… nesse caso, creio que a pessoa deverá voltar.”
“Voltar?” Gritou o chefe de policía. “Se voltarmos aqueles lá nos mandam pra baixo!”
“Calma! Ninguém vai voltar! Tenho certeza que passaremos a prova. E temos que ir, pois se ficarmos aqui conversando daqui a pouco os guardas chegam e aí sim: vamos todos para baixo!” Falou a anfitriã decidida.
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Quando a garota acabou de dar todos os bilhetes ainda sobrou um em sua mão. Aquele era endereçado a ela e estava escrito “Me encontre no telhado da casa que fica a esquerda do portão leste”.
Assim ela fez. Chegando lá viu o chefe de polícia que brincava com sua estrela de ouro. Alguns guardas olhavam para eles, outros estavam incomodados com a menina que cantava enquanto enterrava suas bonecas. Eram seis guardas. A garota então, subiu no telhado da casa, foi muito fácil não ser vista, pois os guardas estavam bem distraidos.
Quando a anfitriã a viu, pediu que a ajudasse a segurar a lata. Depois conseguiu ver que a enfermeira se aproximava. Da onde ela estava podia ver também que o cavaleiro já tinha feito sua parte e a mulher loira estava posicionada. A anfitriã olhou para o chefe de polícia, que já tinha reparado nela, e fez um sinal. Ele se aproximou dos guardas e falou “Vocês gostam da minha estrela né?” Os guardas gruniram e ele continuou “Podem pegar!” Dizendo isso jogou a estrela perto da casa. Todos se amontoaram para pegar a estrela, foi então que a anfitrã e a garota jogaram o conteúdo da lata em cima deles. Era um líquido branco e logo deu para perceber que era cola, a enfermeira viu o ocorrido, correu e jogou muitas lagartixas em cima dos guardas, que não conseguiam nem gritar. Nesse momento todos saíram correndo. O chefe ajudou a menina pegando-a no colo. A mulher loira soltou os bois que correram junto com eles. O cavaleiro saiu galopando com um barco amarrado nas patas do seu cavalo.
Eles correram sem olhar para trás. O primeiro a chegar na beira do rio foi o cavaleiro que imediatamente colocou o barco na água. Quando os outros estavam chegando já se podia ouvir que os guardas estavam atrás deles. Todos entraram no barco correndo e sairam. O barco era pequeno para tanta gente, então ficaram apertados. O cavaleiro falou para seu cavalo seguir o curso do rio que eles iam se encontrar lá na frente e assim ele o fez. Quando eles estavam no meio do rio puderam ver os guardas gritando de odio na margem do rio.
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Enquanto a menina fazia as entregas, a anfitriã desce alguns degrais da escada, para no meio e começa a procurar com a mão o lugar exato, quando finalmente o acha ela aperta o tijolo e uma pequena porta se abre. Lá dentro tinha muitas coisas e era até colorido em relação ao resto da torre e de toda a cidade. Mas ela não podia levar tudo. Colocou algumas coisas que lhe parecia que poderia ser útil e colocou tudo em uma sacola que ela deixava pendurada debaixo da sua grande saia. No final ela pegou uma lata, era uma lata pesada, pois ela tinha que carregar com as duas mãos. Assim, ela saiu da torre, desejando boa sorte a ela mesma.
O último bilhete a ser entregue foi para o chefe de polícia que se encontrava sentado em um banco. Ele estava fumando e parecia mais irritado que de costume. A garota se aproximou e tentou fazer a mesma técnica com ele, mas logo percebeu que não ia dar certo. Pois ele não parecia dar confiança a ninguém. Então ela olhou se não tinham guardas por perto, se aproximou devagar e se sentou no banco. O chefe não gostou nenhum um pouco dessa atitude e lhe lançou um olhar fulminante acompanhado de algo que se parecia um rosnar de cachorro. A garota se assustou, largou o bilhete no banco e saiu correndo.
Ele pegou o bilhete e leu “Vá ao portão leste. Arrume um modo que faça com que os guardas se agrupem perto da casa que fica a esquerda do portão.”
Ele não só não entendeu nada, como ficou muito irritado, pois não fazia a menor ideia de como fazer isso.
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Do Blog “Bichinhos de Jardim”
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